Blog destinado à resolução de Questões de Concursos Públicos (área jurídica), comentários sobre as ações do governo, divulgação de novidades tecnológicas e de posições pessoais sobre questões diversas da vida em sociedade.

sábado, 28 de maio de 2011

Novos painéis capturam até 95% da energia solar.

Eficiência é um problema com os painéis solares de hoje, pois eles só recolhem cerca de 20% da luz disponível. Agora, um engenheiro da Universidade de Missouri desenvolveu uma folha flexível que capta mais de 90% da luz disponível,com a qual ele planeja criar protótipos à disposição dos consumidores nos próximos cinco anos.

Patrick Pinhero, um professor adjunto no Departamento de Engenharia Química da universidade mencionada, diz que a energia gerada usando os tradicionais fotovoltaicos (PV), métodos de coleta de energia solar, é ineficiente, pois eles negligenceiam a maior parte do espectro solar disponível (luz solar) a eletromagnética. O dispositivo que sua equipe desenvolveu - essencialmente uma folha fina, moldável de antenas de pequeno chamado "nantenna" - pode colher o calor de processos industriais e convertê-la em electricidade utilizável. Sua ambição é estender este conceito a um dispositivo nantenna solar capaz de recolher diretamente a irradiação solar na região do infravermelho próximo e óptica do espectro solar. Trabalhando com sua ex-equipe no Laboratório Nacional de Idaho e c/Moddel Garrett, um professor de engenharia elétrica da Universidade de Colorado, Pinhero e sua equipe têm desenvolvido agora uma forma de extrair eletricidade e calor da luz solar coletada utilizando um circuito de alta velocidade elétrica especial.

Esta equipe também tem parceria com Dennis Slafer of MicroContinuum, Inc., de Cambridge, Massachusetts, parceria essa que pode resultar numa produção em larga escala e que seja acessível a uma grande quantidade de pessoas.

"Nosso principal objetivo é coletar e utilizar a energia solar quanto é teoricamente possível e levá-lo para o mercado comercial em um pacote barato que seja acessível a todos ", disse Pinhero. "Se for bem sucedido, este produto vai nos colocar ordens de valores à frente dos atuais tecnologias de energia solar que temos disponíveis para nós hoje."

Como parte de um plano de implantação, a equipe está garantindo o financiamento do Departamento de Energia dos EUA e de investidores privados. A segunda fase apresenta um dispositivo de captura de energia existentes de infra-estrutura industrial, incluindo o processo de calor, fábricas e fazendas solares.

Dentro de cinco anos, os pesquisadores acreditam que terão um produto que complementará os painéis convencionais de energia solar fotovoltaica. Por se tratar de um filme flexível, Pinhero considera que pode ser incorporado em produtos telha telhado, ou serem feitos sob medida para veículos de alta potência.

Uma vez que o financiamento estiver assegurado, Pinhero prevê várias aplicações comerciais para o produto incluindo a detecção de infravermelho (IR). Estes incluem a melhoria do contrabando de identificação de produtos para os aeroportos e de computação, ótica militar, telecomunicações e infravermelho linha de visão etc.

Tradução: Giorgione
Fonte: ZeitNews.org

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Farsa do Criança Esperança

Leão Esperança: Circula na Internet um e-mail cuja mensagem vem causando arrepios à Rede Globo:

Criança Esperança: Você está pagando imposto da Rede Globo! Quando a Rede Globo diz que a campanha Criança Esperança não gera lucro é mentira.
Porque no mês de Abril do ano seguinte, ela (TV Globo) entrega o seu imposto de renda com o seguinte desconto: doação feita à Unicef no valor de... aqui vem o valor arrecadado no Criança Esperança. Ou seja, a Rede Globo já desconta pelo menos 20 e tantos milhões do imposto de renda graças à ingenuidade dos doadores!

Agora se você vai colocar no seu imposto de renda que doou 7, 15, 30 ou mais pro Criança Esperança, não pode, sabe por quê? Porque Criança Esperança é uma marca somente e não uma entidade beneficente. Já a doação feita com o seu dinheiro para o Unicef é aceito. E não há crime nenhum.
Aí, você doou à Rede Globo um dinheiro que realmente foi entregue à Unicef, porém, por que descontar na Receita Federal como doação da Rede Globo e não na sua?.

Do jeito que somos tungados pelos impostos, bem que tal prática contábil tributária poderia se chamar de agora em diante de Leão Esperança.

Lição:
Se a Rede Globo tem o poder de fazer chegar a mensagem dela a tantos milhões de televisores, também nós temos o poder de fazer chegar a nossa mensagem a milhões de computadores!

AGORA, A REDE GLOBO DIZ QUE O DINHEIRO VAI DIRETO PARA UMA CONTA DA UNICEF,MAS PORQUE ELA NÃO DÁ O NÚMERO DA CONTA?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Tudo é sistêmico'. Entrevista com Leonardo Boff

“Se não posso mudar o mundo, sempre posso mudar esse pedaço de mundo que sou eu mesmo. E aí pode se encontrar a semente de uma grande mudança.”

O teólogo e filósofo Leonardo Boff tem dedicado-se nos últimos tempos à luta por um novo paradigma ecológico. Autor de mais de 60 livros nas áreas de Teologia, Ecologia, Espiritualidade, Filosofia, Antropologia e Mística, nesta entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, ele fala sobre os desafios e também oportunidades de ação e reinvenção diante dos dilemas do sistema político-econômico que acabou por gerar a degradação ambiental. Cooperação, corresponsabilidade e atitudes individuais de amor e respeito, em sua análise, têm poder de transformação da realidade. Leonardo Boff fala também sobre a biodiversidade, espiritualidade e futuro dos países emergentes.

Eis a entrevista.

Como escutar o grito da Terra em um sistema político-econômico surdo para o que não é veloz, lucrativo e produtivo?

Há uma confrontação total entre o sistema econômico vigente e o sistema-vida e o sistema-Terra. Aquele busca a produção cada vez maior em vista do consumo que exige a depredação da Terra e como consequência a produção de perversas desigualdades sociais. Estes visam o equilíbrio de todos os fatores para que a Terra possa manter sua capacidade de reposição dos recursos usados por nós e de integridade de sua natureza. O primeiro tem essa preocupação: quanto posso ganhar? O segundo: como posso produzir em equilíbrio com a natureza e preservando sua vitalidade? Enquanto essa equação não se resolver o grito da Terra nunca será ouvido. E a degradação continuará até um limite não mais suportável que se revela pelo aquecimento global. Aí a humanidade deve resolver: ou mudar ou ir desaparecendo.

A sustentabilidade tem sido usada por vários setores da sociedade para indicar falsas preocupações ambientais, produtos que se autodenominam verdes, empresas que se dizem responsáveis socialmente, mas não o são para com empregados, clientes etc. Frente ao consumo em escala gigantesca, o termo sustentabilidade ou a causa ambiental não estariam sendo absorvidos por um modo de produção que se mostrou fracassado e agressor da vida?


A sustentabilidade e o crescimento econômico obedecem a lógicas diferentes. A sustentabilidade pressupõe a interdependência de todos com todos, a cooperação e a coevolução de todos, respeitando cada ser por possuir valor intrínseco. O crescimento econômico é linear, pressupõe a dominação da natureza e o uso utilitarista dos seres que apenas tem sentido na medida em que se ordenam ao ser humano. A sustentabilidade representa um novo paradigma que se opõe ao paradigma de violência contra a natureza. Exige um no vo acordo de sinergia, de respeito e de sentimento de pertença à natureza sendo a parte consciente e responsável dela. A utilização que se faz da sustentabilidade pode melhorar alguns aspectos da redução de gases de efeito estufa, mas não muda a lógica de pilhagem da natureza em vista da acumulação. A Terra será sempre vista como um baú de recursos, nunca como Gaia, como Grande Mãe, um superorganismo vivo que se autorregula de tal forma que sempre se faz apto a produzir e reproduzir vida.

Como cada um pode colaborar para a reversão da falência da forma de vida e produção que temos até hoje? Em entrevista por ocasião dos 70 anos do senhor, o senhor teria dito: “Nunca aceitei o mundo assim como está”.


A crise é global e por isso atinge a cada um. E cada um é convocado a dar a sua colaboração Uma gota de água caída do céu não significa nada. Mas milhões e milhões de gotas produzem um grande chuva e até uma tempestade. Devemos pensar em termos quânticos: tudo tem a ver com tudo em todos os momentos e circunstâncias. Tudo se encontra inter-retro-conectado. Então, o bem que pessoalmente faço não fica reduzido ao meu mundo. Entra no circuito das interdependências e pode deslanchar grandes mudanças. Se não posso mudar o mundo, sempre posso mudar esse pedaço de mundo que sou eu mesmo. E aí pode se encontrar a semente de uma grande mudança.

Me lembro ainda de um artigo do senhor em que propunha refundar a ética diante da crise mundial de valores. Que caminhos temos hoje neste sentido?

Todos os códigos éticos atuais provêm de culturas regionais. Cada cultura produz seus parâmetros éticos para poder criar a convivência mínima entre todos. Ocorre que hoje vivemos uma fase nova da Terra e da Humanidade, a fase planetária. Todos estamos juntos na mesma Casa Comum. Ninguém tem direito de impor seus valores particulares ao todo. Por isso deve-se refundar a ética a partir de algo básico, comum a todos, de forma que todos possam se identificar com aqueles valores e princípios. Eu vejo que o eixo se estrutura ao redor dos valores ligados à vida, à Humanidade e à Mãe Terra. Para mim cinco são os valores de base: o cuidado para com todo o ser; a compaixão para com todos os que sofrem na espécie humana e na natureza; a cooperação de todos com todos porque foi a cooperação que nos permitiu o salto da animalidade à humanidade; a corresponsabilidade por tudo o que existe e vive; devemos ter consciência das consequências de nossos atos, alguns dos quais podem ser letais para toda a espécie humana; um senso mínimo espiritual segundo o qual a vida tem sentido, o universo não é absurdo, a verdade sempre representa um valor e o amor é o laço que une todos os seres e traz felicidade à vida.

Um fórum chamado Geopolítica da Cu ltura, realizado em novembro de 2010 na Cinemateca, em São Paulo, partiu do pressuposto que as novas economias reunidas no Bric já emergiram e a elas caberá definir o novo papel no mundo que se conforma pós-crise. O senhor acredita nessa possibilidade de gestão autônoma e criativa dos ex-emergentes? O Fórum propôs ainda uma transformação da singularidade cultural brasileira em valor estratégico que beneficie o povo. Pouco depois do final do Fórum, vimos explodir o conflito do tráfico e milícias e polícia no Rio de Janeiro. Ou seja, no outro extremo, outra singularidade brasileira, a violência, tomou a cena. Gostaria que o senhor comentasse.


Os Brics são importantes porque, formando o Grande Sul, quebram a hegemonia do Norte e obrigam as potências econômicas e militaristas a ouvi-los. Na medida em seu peso se fizer sentir, podem definir certos rumos do curso da história atual. Mas em termos de paradigma eles são miméticos : imitam as lógicas de potências ocidentais, lógicas essas que levaram a Terra à atual crise. Elas não são alternativas. Antes, podem acelerar a gravidade da crise. Se a China e a Índia quiseram consumir como o Ocidente (e cada um desses países possui uma classe média de pelo menos de 300 milhões de pessoas) seguramente irão desestabilizar o processo produtivo da Terra, com reflexos imediatos na política mundial. Esta não terá suficientes recursos para atender às demandas desses novos consumidores. Já dizia Gandhi em 1950: “Se a Índia quiser ser como a Inglaterra, ela precisa de duas Terras. A Terra é suficiente para todos mas não o é para os consumistas”.

Quanto mais informadas as pessoas e desenvolvidas as cidades, vemos uma preocupação maior com a sustentabilidade, reciclagem, reuso, alimentação orgânica, preservação dos biomas, plantio de árvores. Entretanto, valores como a solidariedade e ações coletivas ainda encontram obstáculos em sociedades/cidades cada vez mais egoístas, inseguras (literalmente) e materialistas. O senhor concorda? Que caminhos enxerga para as grandes cidades e seus habitantes?


Eu acho que o problema todo se resume numa relação nova para com a natureza e a Terra. Devemos partir da constatação de que pertencemos à natureza, somos a parte consciente e amante da Terra e simultaneamente a parte desequilibradora e destruidora dela. Temos a mesma origem e teremos o mesmo destino. Então se impõe uma relação de sinergia, de respeito, de veneração, de produção do suficiente e do decente para nós e para toda a comunidade de vida que também precisa da biosfera. Se não refizermos a aliança natural para com a Terra e a natureza, poderemos ir ao encontro do pior. Possivelmente só iremos aprender e tomaremos decisões fundamentais quando grandes ameaças atingirem nosso destino e percebermos que não temos outra al ternativa senão mudar: o modo de relacionamento para com todos os seres, as formas de produção e de consumo e os espaços de convivência pacífica e tolerante entre os mais diversos povos. Talvez dando espaço ao capital espiritual que não tem limites à diferença do capital material que é limitado, quer dizer, cultivando os valores da solidariedade, da convivência pacífica, do cuidado para com todas as coisas, da espiritualidade explícita como a meditação, a expressão artística e estética, o autoconhecimento e outras dimensões que formam o caráter exaurível e profundamente realizador do mundo espiritual, construiremos um outro caminho que nos leva a uma Terra da Boa Esperança (Ignacy Sachs) e a uma biocivilização.

O quão fundamental é a espiritualidade em tempos bicudos como o atual? Como manter a fé sem ilusões sobre a realidade humana?

Os tempos atuais são dramáticos. Isso não representa ainda u ma tragédia anunciada. Mas significa seguramente uma grande crise de civilização. Dizem-nos os antropólogos que em tempos assim fervilham as religiões e se aprofundam os caminhos espirituais. Eles formam aquele campo da experiência humana onde se elaboram os grandes sonhos e utopias, conferindo sentido à vida e rasgando horizontes de esperança. Bem dizia Ernst Bloch: “onde há religião, há esperança”; “o verdadeiro gênese não está no começo, mas no fim”. Isso podemos verificar atualmente. A despeito do caráter fundamentalista de muitas expressões religiosas, há uma efervescência do religioso, do sagrado e do místico irrompendo em todas as partes e em todos os estratos sociais. Quer dizer, os seres humanos estão cansados de materialidade, de eficiência, de consumo e de racionalidade. O segredo da felicidade e a quietude do coração não se encontra nas ciências, nem na acumulação de poder, mas no cultivo da razão sensível e co rdial, aquela dimensão do profundo humano onde medram os valores e vige o mundo das excelências. Daí nascem os sonhos e os valores que podem inspirar um novo ensaio civilizatório.

O que o senhor espera (ou tem visto) das rodadas de palestras propostas na sua parceria com a Fundação Avina sobre biodiversidade?

A biodiversidade é o ponto mais vulnerável do sistema-Terra. São as espécies, as mais diversas, e por minúsculas que sejam como insetos, a variedade de plantas e os microorganismos que respondem pelo equilíbrio e a vitalidade da Terra. Tudo é sistêmico. Um pouco mais de calor em uma região faz com que as flores do café murchem, o trigo não se abra e o milho não cresça, obrigando os produtores a mudarem de região. O sistema-Terra é complexo, mas frágil. Mínimas mudanças podem acarretar, devido ao caráter sistêmico, grandes mudanças no todo. Daí é importante valorizar cada ser, cada ecossiste ma, cada gota de água, pois tudo pode ajudar ou impedir a vida florescer e brilhar. Isso pressupõe um novo olhar diante da natureza, do universo e da Mãe Terra. Essa nova ótica produz uma nova ética, de encantamento, de respeito, de convivência jovial com todos os seres da criação.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Cartas aberta aos políticos do Brasil

Bem, primeiramente gostaria de que os bons políticos, que porventura começarem a ler essa carta, favor a desconsiderem, ela foi escrita somente para os governantes que teimam em dilapidar os cofres públicos. O fato de eu fazer tamanha generalização é por saber que o nosso país está empesteado de toda sorte de ladrões na política, sendo os íntegros a minoria nos Poderes da nossa república tupiniquim.

Para começar, gostaria de comunicar que eu entendo perfeitamente o por que de vocês, larápios, furtam tanto e se apropriam do patrimônio público. Claro, todos vocês se esforçaram muito durante a campanha eleitoral. Para que tivessem muitos votos, necessários para a vitória, Vossas Excelências foram “obrigados” a comprar a consciência de muitos cidadãos. E para efetuar essa compra coletiva (será que o Groupon ou o Peixe Urbano já trabalham com compra coletiva de votos??? seria até uma facilidade para vocês!!) foram feitos muitos empréstimos com bancos, agiotas, traficantes e empresários.

Vocês se comprometeram com muita gente “graúda” e agora necessitam devolver o que todos esses homens de bem (como os agiotas e os traficantes) investiram na sua campanha, devolver com juros, correção monetária e também com uma “pequena” margem de lucro, obviamente.

Quero lhes dizer que sei também que vocês não se sentem constrangidos em retirar do povo o dinheiro necessário para pagar esses favores concedidos pelos acima mencionados homens de bem, que voluntária e espontaneamente lhes ajudaram na campanha eleitoral.

Eu compreendo, gente, que as fraudulentas licitações, os desvios de verbas e pagamento de altos salários a “colaboradores de campanha” apáticos e sem nenhuma formação profissional aproveitável para o serviço público são necessários para essa quitação com seus “investidores”. Vocês pagaram pelo voto, por que se sentiriam envergonhados, não é? E aliás, creio que no final vocês pensem que não compraram nenhum voto, e que na verdade aquele dinheiro que vocês entregaram às pessoas seja uma espécie de empréstimo pessoal do como aqueles feitos pelo Banco BMG ou pela BV financeira... acho que pode ser isso.

Tudo bem, tudo bem essa é a clássica ciranda do capitalismo, investe-se e depois faz-se necessário colher os frutos (lucros). Normal.

Mas a conduta dos senhores fica mais preocupante devido a um simples fato: além de ganhar os seus salários (que vocês mesmo escolhem!) os senhores se aproveitam e MUITO dos desvios de verbas e das fraudes licitatórias, é só ligar a TV(não, não liguem a TV por amos aos seus neurônios, acessem os diversos blogs independentes que temos no Brasil hoje!!), para ver os escândalos descobertos.

É isso mesmo Senhores, o povo está perdendo 4 vezes:
1.Em eleger um mal caráter (não tomem isso como uma ofensa pessoal, esse texto é bem profissional);
2.em ser obrigado a devolver com juros altíssimos o valor que receberam como pagamento pelo voto e que ninguém o avisou que teria que devolver;
3.em pagar os seus salários (uma bagatela...) e
4.em ter que suportar as Vossas condutas improbas, que quase sempre são noticiadas.

Mesmo com tudo isso, eu volto a externar minha compreensão, eu sei que vocês são viciados em poder, em dinheiro, mas o objetivo dessa missiva é lhes dizer que roubando vocês estão sendo pouco inteligentes.

Não entrem em parafuso, explicar-vos-ei minha posição.

Meus queridos, é difícil para o povo compreender que enquanto vocês fazem e pagam para suas belíssimas esposas fazerem mega procedimentos cirúrgico-estéticos com o dinheiro que pertence a todos, falta praticamente tudo nos hospitais públicos, falta até lugar para o doente se deitar, que coisa não!?

É também difícil para o povo saber que enquanto os filhos dele estudam com fome, muitas vezes não têm nem um lugar para sentar na sala de aula e são quase sempre desestimulados pelo binômio professores que recebem um salário-miséria e falta de material escolar adequado; os ilustres filhos de Vossas Excelências estudam nos melhores colégios, muitas vezes nos europeus, têm o melhor material escolar e assistem às aulas muito bem alimentados.

É difícil para o povo compreender que enquanto o cidadão comum rala décadas para no final de sua vida receber uma ínfima miséria, chamada de aposentadoria, alguns de vocês “trabalham” 4 anos e recebem uma polpuda pensão vitalícia.

Isso, meus caros, causa um intenso sentimento de revolta, revolta essa que se desdobra em consequências sociais, como a violência e o aumento no consumo de drogas, que por sua vez gera mais violência... não quero me delongar nessas consequências, pois teria que digitar por semanas, o que me faria provavelmente desenvolver uma lesão por esforço repetitivo.

É isso mesmo, a desonestidade de Vossas Excelências vem afundando o Brasil num mar de lama.

Mesmo se tudo isso que eu escrevi não conseguir tocá-los, quero lhes advertir sobre uma discreta porém contínua mudança pela qual a nossa sociedade vem passando.

Eu não sei se Vossas Excelências sabem, mas alguns indicadores sociais nesse país vem melhorando, dentre eles a educação. É importante que vocês saibam que quanto mais gente tiver acesso a ela, menos pessoas inescrupulosas como os senhores terão poder.

Os senhores podem estar pensando que essa mudança é muito lenta, na verdade realmente ela é, mas até uma tartaruga com apenas 3 patas consegue chegar lentamente onde ela quiser e essa mudança um dia se concretizará.

E é por isso que eu, um simples servidor público e aprendiz de advogado, estou tentando persuadi-lhes, mudem suas posições políticas, façam um tratamento com um bom psiquiatra e abandonem esse terrível vício pelo poder e pelo dinheiro, pois as pessoas um dia olharão para o passado e terão nojo do que vocês fazem hoje. Vocês vão ser tão bem quistos pela história quanto os ex-líderes do Ku-Klux-Klan o são nos dias atuais.

E eu sei que não é isso que vocês, pessoas tão “espertos” querem, não é?

No fundo, mas bem lá no fundo mesmo, eu tenho a mais límpida convicção de que vocês são pessoas maravilhosas.

Acreditando piamente que dentro dos senhores residem os mais elevados sentimentos do ser humano, eu estou certo de poder contar com as Vossas compreensão e colaboração, por isso, agradeço-lhes antecipadamente.

Cordialmente,

Giorgione Mendes.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Hoje tem CineClube Mossoró com o filme "O carteiro e o poeta."

Segue a sinopse do filme.
O filme O carteiro e o Poeta (Il postino, 1994), de Michael Radford, narra a história (fictícia) da amizade entre o poeta chileno Pablo Neruda (Philippe Noiret) e Mario Ruppuolo (Massimo Troisi), carteiro incumbido de entregar a sua abundante correspondência.
A princípio distante, o poeta acaba cativado pela candura do carteiro, o qual, por sua vez, fica encantado com essa aproximação. Apaixonado pela filha da proprietária da taverna local, a bela Beatrice Russo (Maria Grazia Cucinotta), Mario tem a esperança de que "Don Pablo" o ajude a conquistar o coração da sua amada. A história se passa numa ilha de pescadores no sul da Itália, começo da década de 1950, onde Neruda se encontrava exilado.
O maior trunfo de O Carteiro e o Poeta é a irresistível interpretação de Massimo Troisi. O ator constrói seu personagem na medida certa, quase minimalista, em delicados meios-tons: contido, hesitante, tímido, deixando a emoção fluir com um misto de recato e humor. Para contrabalançar, o Neruda de Philippe Noiret (o grande ator francês de Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore, entre muitos outros) é um indivíduo em plena maturidade artística e emocional, autoconfiante e ciente do próprio charme e da admiração que sua figura pública provoca.
Foi um filme recebido com grande emoção pelo público na época do lançamento. Foi candidato ao Oscar de Melhor Filme de 1996 - desde 1973, ano em que Gritos e Sussurros, obra-prima de Ingmar Bergman, foi um dos indicados, um filme de língua não inglesa não era escolhido para ser um dos cinco finalistas do prêmio - e também concorreu aos prêmios de direção, ator (Massimo Troisi), roteiro adaptado e música (Luis Henrique Bacalov), mas ganhou apenas nessa última categoria.

Quem quiser conferir basta ir até a Estação das Artes, hj (14/03/2011) às 17h e assistir.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Quanto mais seguro vc se sente, menos vc valoriza os bens materiais.

De acordo com uma pesquisa da Universidade de New Hampshire, pessoas que se sentem seguras acerca do amor que recebem e sobre a sua aceitação social tendem a dar menos importância (monetariamente falando) aos seus bens materiais.

A pesquisa foi conduzisa pelo professor assistente de Psicologia Edward Lemay e seus colegas da Universidade de Yale.

Lemay e seus colegas descobriram que pessoas com uma forte sensação de serem amadas e aceitas por outras, não são tão apegadas a bens materiais quanto as pessoas que se sentem inseguras no convívio social (pessoas que n se sentem aceitas).

Nos seus experimentos, os pesquisadores mensuraram o valor que cada pessoa atribuia a determinados bens, tais como cobertores e canetas.

Em determinados testes, uma das pessoas que não se sentia acolhida pelo seio social chegou a avaliar um produto com um valor 5 vezes maior do que o atribuído pela pessoa que se sente segura.

"As pessoas atribuem valores a objetos em virtude de estes poderem proporcionar uma sensação de proteção, segurança e conforto" explica Lemay. "Mas o que nós descobrimos foi que se as pessoas já se sentem amadas, seguras e aceitas pelas outras, que pode em consequência causar um sentimento de proteção, os valor dos seus bens, para elas, diminuirão."

Os estudiosos avaliam que os resultados deste estudo poderão ajudar pessoas com distúrbio de acumulação de bens.

"Esse estudo se torna relevante para entender principalmente porque tantas pessoas tem dependência por bens que que são muitas vezes inúteis. Ele também pode ser importante para entender porque alguns parentes frequentemente lutam por itens de propriedades que acham ser legitimamente deles e acharem que estes já estão inscritos em seus patrimônios. Os bens de herança provavelmente têm tanto valor em virtude da ameaça da morte associada a eles e que se contrapõe ao sentimento de segurança pessoal." relata Lemay.

Tradução: Giorgione Mendes.
Fonte: zeitnews.org

quarta-feira, 9 de março de 2011

Horizontes mais amplos e o mito da caverna (Platão).

Certo dia, liguei a TV na Globo na manhã de um domingo e assisti ao programa Ação, apresentado por Serginho Groisman. Ele estava entrevistando o neurocientísta Dr. Miguel Nicolelis sobre o projeto que este implantou na cidade de Natal-RN.

Basicamente esse projeto vem trazendo à população de baixa renda da periferia natalense possibilidades, horizontes que eles jamais teriam somente com os parcos recursos destinados à educação pelos governantes. O projeto tem o intuito de aproximar a ciência dos socialmente excluídos. E vem tendo êxito. Uma frase que me "impactou" bastante, foi quando Nicolelis falou: "antes de ser implantado esse projeto, nós perguntamos ás crianças o que elas queriam ser quando crescerem e a resposta na maioria esmagadora das vezes era 'quero ser cantor, ou atriz da globo...'. Isso se devia ao fato de elas não terem contato com uma realidade distinta da que viviam. Hoje, depois de um certo tempo de desenvolvimento do nosso projeto, quando novamente perguntamos o que elas queriam ser as respostas foram outras 'quero ser cientista, engenheira, astrônoma ...'".

Esse fato nos remete ao Mito da Caverna de Platão. Percebemos facilmente que quando as pessoas têm acesso a um espectro mais amplo de possibilidades, mais facilmente elas podem se direcionar a diferentes áreas de interesse. Mas enquanto não se tem esse acesso, nada muda, e as pessoas chegam a ridicularizar ou achar que é impossível haver uma vida diferente.

Infelizmente a relidade nos mostra que não existem milhares de Nicolelis, milhares de soldados dispostos à retirar as algemas que prendem nossa sociedade em um modo de vida degradante. Temos muitos soldados dispostos a manter os prisioneios virados para a parede da caverna, e pouquíssimos dispostos à libertá-los das correntes.

Imaginem quantos Newtons, Einsteins, Niemeyers e Bobbios nós já perdemos por causa desse descaso?

Mesmo assim, cabe a nós fiscalizar as ações governamentais e mostrar que nos importamos e que exigimos uma melhor educação científica e reflexiva para a nossa juventude.

Quem tiver interesse em conhecer o projeto do Dr. Nicolelis acesse: http://www.natalneuro.org.br/sobre_iinn/index.asp

sexta-feira, 4 de março de 2011

A importância da arte de alto nível no aprimoramento da capacidade reflexiva,

Mais uma vez, venho criticar a apatia das pessoas frente às obras de verdadeiros artistas.

Infelizmente a conjuntura social do Brasil não ajuda muito a que esse quadro melhore.

A fome crônica, os trabalhos mecânicos e desgastantes, o alcoolismo, a vida difícil de quem é atormentado por rádios ligadas no volume máximo e sintonizadas em FMs que se limitam a tocar o "forró do momento" e de quem tem que conviver com ratos, baratas, pernilongos etc. Ou seja, quem tem uma vida dura, cheia de limitações, dificilmente terá sensibilidade para apreciar produções culturais mais refinadas.

Mesmo assim, é de suma importância que mesmo esse público segregado tenha acesso à arte propriamente dita. Para que por meio dessa ele possa entender melhor não só a nossa (humanidade) história, o nosso modo de organização social, mas principalmente para que este público possa conhecer a si próprio.

A arte tem esse poder, ela causa essa nos faz pensar. Ela nos faz refletir sobre quem somos e sobre a realidade que vivemos.

Um lixo musicalizado que diz: "eu era feio, agora eu tenho um carro." não existiria numa sociedade que valorizasse a arte verdadeira, a que tem o poder de revolucionar consciências. Esse tipo de detrito cultural só nos animaliza e inferioriza.

É importante que trabalhemos para que esse ideal de arte seja predominante e que mais pessoas tenham acesso a mestres como Mozart, Picasso, Chaplin dentre outros.

quarta-feira, 2 de março de 2011

A volta da CPMF e a vitória dos mais ricos.

É revoltante o fato de saber que um imposto que atingirá a todos irá voltar.

Votei na Dilma, e a apoio, acho que realmente é necessário haver mais recursos para a Saúde.

Mas galera, não sei se vcs já pararam para refletir isso, mas somente pobre e classe média é quem verdadeiramente paga imposto nesse país.

Pense bem, vcs acham que o ISS, o ICMS, o IPI (que são grandes fontes de arrecadação) são pagos pelo empresário rico? Em tese sim, mas o que tem que ser dito, é que quem paga (no final da cadeia) é o consumidor de classe média e baixa.
Gente, a classe mais abastada só faz "recolher" dos consumidores esse imposto e repassa p o governo.

A grande carga tributária fica nas nossas costas.

Isso que eu tô dizendo saiu até na Folha de São Paulo, um jornal eminentemente elitista e que teria que esconder essa realidade triste. Mas a situação é uma humilhação pública msm, ngm tá nem aí!

Vejam:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u402037.shtml

Em vários países do mundo o Imposto Sobre Grandes Fortunas é uma realidade.

Esse imposto serviria p tapar o buraco deixado pela CPMF e ainda sobrariam milhões.

E seria o único imposto que sairia somente dos bolsos dos bilionários e magnatas desse Brasil.

O problema é a falta de interesse político do nosso Congresso, que é descaradamente corrupto e age apenas de acordo com os interesses particulares dos nossos congressistas.

É falta tbm de um maior ativismo por parte da população.

Acorda meu povo!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A amizade e seus deveres anexos.

Estive refletindo sobre os últimos acontecimentos em minha vida.

Foram várias as mudanças pelas quais passei: ganhei novos amigos, novos colegas de trabalho, acabei perdendo o contato com várias pessoas com o término da faculdade e decidi finalmente por uma nova jornada de minha vida.

Daí pensei: será que tudo isso eu fiz sozinho? será que não fui influenciado de forma tanto negativa, quanto positiva pelas pessoas ao meu redor?

A resposta quem me deu foi um certo filósofo espanhol: "Eu sou eu e minhas circunstâncias".

Tudo que me cerca me influencia.

Até um asno no nosso caminho pode nos fazer repensar nossa vida.

E dentre essas circunstâncias, quero aqui citar a que é a mais importante: as nossas amizades VERDADEIRAS.

Tenho pouquíssimos amigos, mas vejo que dentre tudo que me cerca, eu sou modelado basicamente pela opinião de todos eles, as conversas que tenho, as expressões faciais deles, tanto de aprovação, quanto de reprovação, me fazem repensar minhas atitudes.

Também as atitudes desses amigos, pois tbm sou expectador de suas vidas, me moldam, e definem minhas próprias manifestaçõs de pensamentos.

Por defender que a principal forma de ascenção espiritual seja o aperfeiçoamento por meio das vivências entre amigos, não quero excluir de minha presença nenhuma pessoa menos evoluída.

Tentar se cercar apenas de pessoas cuja excelência seja gritante não é a melhor forma de progredir como ser humano. Também nos erros dos outros podemos perceber os nossos próprios erros e consertá-los.

São com os erros dos outros que podemos ver o quanto é importante não julgar, o quanto é essencial a paciência e o mais difícil p mim, o quanto o perdão significa em nossas vidas.

Um Feliz Natal e um ano novo cheio de realizações para todos que são amigos!

Giorgione Mendes.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Serra vai criar 1 milhão de vagas nas escolas técnicas??? Ah, vá!

Ivo Pugnaloni(*)

O candidato do PSDB, José Serra, repete toda noite uma promessa de que, se ele for eleito, o governo federal vai criar novas escolas técnicas em todo o Brasil. E diz que criou muitas delas no Estado de São Paulo, quando governador.

Mas o que José Serra, FHC e o PSDB fizeram realmente em 1998, quando estavam no governo federal foi muito diferente.

Veja que diz o artigo 47 da lei 9649:

“§ 5o A expansão da oferta de educação profissional, mediante a criação de novas unidades de ensino por parte da União, somente poderá ocorrer em parceria com Estados, Municípios, Distrito Federal, setor produtivo ou organizações não-governamentais, que serão responsáveis pela manutenção e gestão dos novos estabelecimentos de ensino.

[http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9649cons.htm]

Ou seja, no tempo que Serra era ministro, o governo criou uma lei dizendo que só poderiam criar escolas técnicas aqueles estados que, como São Paulo, pagassem sua construção, salários, manutenção e administração.

Na prática, como conseqüência dessa lei perversa, nos oito anos que José Serra e Fernando Henrique estiveram governo federal, foram criadas apenas e tão somente 11 novas escolas técnicas no Brasil.

No governo de Lula e Dilma, já foram criadas 214 escolas técnicas em todos os estados do Brasil, totalmente custeadas pelo governo federal.

Ou seja, no Governo Lula,foram criadas vinte vezes mais escolas técnicas que no governo FHC e Serra.

E o que é melhor: estas 214 escolas técnicas não estão concentradas só num estado ou numa região, mas em todo o Brasil.

Lula e Dilma sabem que concentrar recursos do governo só num lugar não dá certo. Embora possa dar “cartaz” a governadores “amigos”, como parece foi o caso da dobradinha Serra+FHC , conhecida como “FHSerra”

Ao contrário, concentrar investimentos aumente as desigualdades e faz com que as pessoas, em busca do progresso que não encontram no seu estado, tornem-se migrantes e fiquem mudando, de um lugar para o outro.

Lula e Dilma sabem que foi assim, que no passado, milhões e milhões de famílias brasileiras mais pobres tiveram que sair da sua terra, deixando para trás a casa que construíram com tanto sacrifício, os parentes, os amigos, para arriscar a sorte nos grandes centros, sem nenhuma qualificação profissional.

Foi assim que tantos milhões de famílias brasileiras foram desestruturadas, ficando o pai para um lado e mãe com os filhos para do outro lado do país.

Certamente essa foi a causa de tantos separações, divórcios, abandono e dificuldades. E certamente, políticas assim, de concentração, geraram muita miséria e muito desespero, favorecendo, sem dúvida à violência e à criminalidade

O presidente Lula, que só pôde tirar seu diploma de torneiro mecânico em São Paulo, sabe perfeitamente como sofre uma família de migrantes, que chega numa cidade grande sem nenhuma qualificação profissional.

Por isso Dilma já se comprometeu em criar novas escolas técnicas em todas as cidades com mais de 50 mil habitantes ou que forem consideradas cidades-pólo, nas regiões menos povoadas.

José Serra agora usa dessa política perversa, criada quando ele era ministro para aparecer agora como “o grande ex-governador criador de escolas técnicas” em seu estado.

Mas ele deveria envergonhar-se desse tipo de política. Pense bem, Serra…Graças a essa sua política, quantos milhões de jovens em idade escolar, em todo o Brasil, poderão ter ficado sem a possibilidade de estudar numa escola técnica?

Quantos tiveram que sair cedo da escola e viverem sem formação profissional, trabalhando por baixos salários?

Você, Serra, até poderia colocar na sua propaganda eleitoral que agora você mudou e a favor de criar novas escolas técnicas em todo o Brasil.

Mas primeiro, por uma questão de honestidade e de ética, Você deveria ocupar o tempo que tem para reconhecer publicamente esse erro em 1998.

E explicar direitinho, na TV, essa história.

(*) Ivo é engenheiro eletricista pela UFPR e técnico de nível médio em Eletrônica, formado pela então Escola Técnica Federal do Paraná, em 1971.)

http://joaodacaixa.blogspot.com/2010/09/comparacao-lula-x-fhc-escolas-tecnicas.html

Lei 9649 de 27 de maio de 1998:

Art. 47. O art. 3o da Lei no 8.948, de 8 de dezembro de 1994, passa a vigorar acrescido dos seguintes parágrafos:

FERNANDO HADDAD

Expandir o acesso à educação de qualidade depende de assegurar fontes estáveis de financiamento

A IDÉIA de destinar recursos provenientes do pagamento de royalties do petróleo à educação não é nova. A antiga Lei do Petróleo (lei 2.004/53) foi alterada em 1969 pelo decreto-lei 523 para prever que a indenização devida a Estados e territórios, correspondente a 5% do valor do óleo extraído, caberia ao Ministério de Minas e Energia e ao Ministério da Educação, em partes iguais, no caso de extração da plataforma continental. Competia ao MEC investir o recurso no “incremento da pesquisa e do ensino de nível superior no campo das geociências”. Em 1973, o decreto-lei 1.288 excluiu o MEC da partilha.

De lá para cá, o financiamento da educação ora tem avançado, ora recuado, o que demonstra a contradição recorrente entre a prática e a prédica das classes dirigentes do país em relação ao tema.

Em 1983, foi aprovada a emenda constitucional 24, que vinculou 13% da receita de impostos da União a investimentos em educação e 25% no caso de Estados, DF e municípios, o que mais tarde veio inspirar o constituinte de 1988, que elevou o percentual da União de 13% para 18%.

O constituinte foi além, ao afirmar que “o acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo” (artigo 208, parágrafo 1º). Deu, assim, a largada para a universalização do ensino fundamental, cujo atendimento atingiu 93% das crianças de sete a 14 anos em 1997, um ano antes da efetiva entrada em vigor do antigo Fundef.

Em 1995, a educação sofreu dois duros golpes: entrou em vigor o dispositivo que desvincula 20% da receita de impostos para a educação (DRU) e foi renegado o Pacto Nacional pela Educação firmado um ano antes, que previa o estabelecimento de um piso nacional para o magistério.

Na esteira desse processo, a emenda constitucional 14, de 1996, revogou o dispositivo que ordenava: “[até 1998,] as universidades públicas descentralizarão suas atividades, de modo a estender suas unidades de ensino superior às cidades de maior densidade populacional”. A lei 8.649, de 1998, por sua vez, proibiu a expansão da rede federal de escolas técnicas ao determinar que “a expansão da oferta de educação profissional, mediante a criação de novas unidades de ensino por parte da União, somente poderá ocorrer em parceria com Estados, DF e municípios, que serão responsáveis pela manutenção e gestão dos novos estabelecimentos de ensino”.

Finalmente, em 2001, foi vetado o item do Plano Nacional de Educação que lhe daria sustentabilidade financeira e que estipulava a seguinte meta: “elevação, na década, através de esforço conjunto da União, Estados, Distrito Federal e municípios, do percentual de gastos públicos em relação ao PIB, aplicados em educação, para atingir o mínimo de 7%”.

Entre 1995 e 2001, a proficiência em matemática e leitura dos alunos do ensino fundamental e médio caiu sistematicamente.

É verdade que vários estudos demonstram que, não raramente, o processo de universalização do acesso à educação vem acompanhado da queda de qualidade do ensino. As razões apontadas são as mais variadas.

Contudo, é forçoso reconhecer que o aumento do atendimento educacional não engendrou esforço nacional pelo aumento do investimento em educação, muito pelo contrário.

Desde 2004, o país trilha o caminho do desenvolvimento sustentável, e o governo federal faz esforço considerável para reforçar o orçamento da educação. A proposta orçamentária para 2003 previa recursos de R$ 20,2 bilhões para a educação. A proposta para 2009 prevê R$ 48 bilhões.

Essa nova realidade permite consolidar os programas do Plano de Desenvolvimento da Educação, que conta com a adesão formal dos 27 governadores e 5.563 prefeitos do Brasil.

O novo patamar de financiamento permite consolidar o novo Fundeb e o piso nacional do magistério, dobrar as vagas de ingresso nas universidades públicas e triplicar as das escolas técnicas federais, instalar 850 pólos de formação do magistério da Universidade Aberta do Brasil (UAB), construir 500 creches e pré-escolas ao ano, renovar 20% da frota de veículos escolares ao ano, instalar internet banda larga em todas as escolas públicas urbanas, além de apoiar todas as escolas e redes públicas de ensino cujo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), medido pelo MEC, esteja abaixo da média nacional -que, aliás, saltou de 3,8 para 4,2, entre 2005 e 2007, para os anos iniciais do ensino fundamental.

Expandir o acesso à educação de qualidade depende de assegurar fontes estáveis de financiamento. Acelerar o passo exige da nação duas providências: derrubar a DRU da educação e garantir que parte dos royalties do petróleo seja destinada à educação.

FERNANDO HADDAD , 45, graduado em direito, mestre em economia, doutor em filosofia, é professor de teoria política da USP e ministro da Educação.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Convite

Já que a maioria aqui insiste em repetir os conceitos e mantras da rede
Globo e da Veja, convido-os a conhecer tbm o pensamento dos Blogueiros
pró-Dilma:

www.advivo.com.br/luisnassif
www.napraticaateoriaeoutra.org
www.amalgama.blog.br
www.cartacapital.com.br
www.idelberavelar.com
e o meu preferido:
www.conversaafiada.com.br

Religiosos fazem manifesto pró-Dilma

Manifesto de cristãos e cristãs evangélicos/as e católicos/as em favor da vida e da vida em abundância


“Se nos calarmos, até as pedras gritarão!”(Lc 19, 40)

Somos homens e mulheres, ministros, ministras, agentes de pastoral, teólogos/as, padres, pastores e pastoras, intelectuais e militantes sociais, membros de diferentes Igrejas cristãs, movidos/as pela fidelidade à verdade, vimos a público declarar:

1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como “contrárias à moral”.

A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a
atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: “se nos calarmos, até as pedras gritarão!” (Lc 19, 40).

2. Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura. Por isso, fazemos esta declaração como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais. Em nome do nosso compromisso com o povo brasileiro, declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff e as razões que nos levam a tomar esta atitude:

3. Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira.

4. Consideramos que o direito à Vida seja a mais profunda e bela das manifestações das pessoas que acreditam em Deus, pois somos à sua Imagem e Semelhança. Portanto, defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam. Por isso, um governo justo oferece sua opção preferencial às pessoas empobrecidas, injustiçadas, perseguidas e caluniadas, conforme a proclamação de Jesus na montanha (Cf. Mt 5, 1- 12).

5. Acreditamos que o projeto divino para este mundo foi anunciado através das palavras e ações de Jesus Cristo. Este projeto não se esgota em nenhum regime de governo e não se reduz apenas a uma melhor organização social e política da sociedade. Entretanto, quando oramos “venha o teu reino”, cremos que ele virá, não apenas de forma espiritualista e restrito aos corações, mas, principalmente na transformação das estruturas sociais e políticas deste mundo.

6. Sabemos que as grandes transformações da sociedade se darão principalmente através das conquistas sociais, políticas e ecológicas, feitas pelo povo organizado e não apenas pelo beneplácito de um governante mais aberto/a ou mais sensível ao povo. Temos críticas a alguns aspectos e algumas políticas do governo atual que Dilma promete continuar. Motivo do voto alternativo de muitos companheiros e companheiras Entretanto, por experiência, constatamos: não é a mesma coisa ter no governo uma pessoa que respeite os movimentos populares e dialogue com os segmentos mais pobres da sociedade, ou ter alguém que, diante de uma manifestação popular, mande a polícia reprimir. Neste sentido, tanto no governo federal, como nos estados, as gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas
neoliberais e pela insensibilidade para com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido.

7. Sabemos de pessoas que se dizem religiosas, e que cometem atrocidades contra crianças, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo, por isso, não nos interessa se tal candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer “Senhor, Senhor”, mas realizar a vontade de Deus, ou seja, o projeto divino. Esperamos que Dilma continue a feliz política externa do presidente Lula, principalmente no projeto da nossa
fundamental integração com os países irmãos da América Latina e na solidariedade aos países africanos, com os quais o Brasil tem uma grande dívida moral e uma longa história em comum. A integração com os movimentos populares emergentes em vários países do continente nos levará a caminharmos para novos e decisivos passos de justiça, igualdade social e cuidado com a natureza, em todas as suas dimensões. Entendemos que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano – como Marina Silva defende – só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido. No momento atual, Dilma Rousseff representa este projeto que, mesmo com obstáculos, foi iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula. É isto que está em jogo neste segundo turno das eleições de 2010.

Com esta esperança e a decisão de lutarmos por isso, nos subscrevemos:

Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás velho, e presidente honorário da CPT nacional.
Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia-MT.
Dom Demetrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da Cáritas nacional.
Dom Luiz Eccel – Bispo de Caçador-SC
Dom Antonio Possamai, bispo emérito da Rondônia.
Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana- Maranhão.
Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Viana- Maranhão.
Padre Paulo Gabriel, agente de pastoral da Prelazia de São Félix do Araguaia /MT
Jether Ramalho, líder ecumênico, Rio de Janeiro.
Marcelo Barros, monge beneditino, teólogo
Professor Candido Mendes, cientista político e reitor
Luiz Alberto Gómez de Souza, cientista político, professor
Zé Vicente, cantador popular. Ceará
Chico César. Cantador popular. Paraíba/são paulo
Revdo Roberto Zwetch, Igreja IELCB e professor de teologia em São Leopoldo.
Pastora Nancy Cardoso, metodista, Vassouras / RJ
Antonio Marcos Santos, Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Juazeiro – Bahia
Maria Victoria Benevides, professora, da USP
Monge Joshin, Comunidade Zen Budista do Brasil, São Paulo
Antonio Cecchin, irmão marista, Porto Alegre.
Ivone Gebara, religiosa católica, teóloga e assessora de movimentos populares.
Fr. Luiz Carlos Susin – Secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação
Frei Betto, escritor, dominicano.
Luiza E. Tomita – Sec. Executiva EATWOT(Ecumenical Association of Third World Theologians)
Ir. Irio Luiz Conti, MSF. Presidente da Fian Internacional
Pe. João Pedro Baresi, pres. da Comissão Justiça e Paz da CRB (Conferência dos religiosos do Brasil) SP
Frei José Fernandes Alves, OP. – Coord. da Comissão Dominicana de Justiça e Paz
Pe. Oscar Beozzo, diocese de Lins.
Pe. Inácio Neutzling – jesuíta, diretor do Instituto Humanitas Unisinos
Pe. Ivo Pedro Oro, diocese de Chapecó / SC
Pe. Igor Damo, diocese de Chapecó-SC.
Irmã Pompeia Bernasconi, cônegas de Santo Agostinho
Cibele Maria Lima Rodrigues, Pesquisadora.
Pe. John Caruana, Rondônia.
Pe. Julio Gotardo, São Paulo.
Toninho Kalunga, São Paulo,
Washingtonn Luiz Viana da Cruz, Campo Largo, PR e membro do EPJ (Evangélicos Pela Justiça)
Ricardo Matense, Igreja Assembléia de Deus, Mata de São João/Bahia
Silvania Costa
Mercedez Lopes,
André Marmilicz
Raimundo Cesar Barreto Jr, Pastor Batista, Doutor em ética social
Pe. Arnildo Fritzen, Carazinho. RS.
Darciolei Volpato, RS
Frei Ildo Perondi – Londrina PR
Ir. Inês Weber, irmãs de Notre Dame.
Pe. Domingos Luiz Costa Curta, Coord. Dioc de Pastoral da Diocese de Chapecó/SC.
Pe. Luis Sartorel,
Itacir Gasparin
Célio Piovesan, Canoas.RS
Toninho Evangelista – Hortolândia/SP
Geter Borges de Sousa, Evangélicos Pela Justiça (EPJ), Brasília.
Caio César Sousa Marçal – Missionário da Igreja de Cristo – Frecheirinha/CE
Rodinei Balbinot, Rede Santa Paulina
Pe. Cleto João Stulp, diocese de Chapecó.
Odja Barros Santos – Pastora batista
Ricardo Aléssio, cristão de tradição presbiteriana, professor universitário.
Maria Luíza Aléssio, professora universitária, ex-secretária de educação do Recife
Rosa Maria Gomes
Roberto Cartaxo Machado Rios
Rute Maria Monteiro Machado Rios
Antonio Souto, Caucaia, CE
Olidio Mangolim – PR
Joselita Alves Sampaio – PR
Kleber Jorge e silva, teologia – Passo Fundo – RS
Terezinha Albuquerque
PR. Marco Aurélio Alves Vicente – EPJ – Evangélicos pela Justiça,
pastor-auxiliar da Igreja Catedral da Família/Goiânia-GO
Padre Ferraro, Campinas.
Ir, Carmem Vedovatto
Ir. Letícia Pontini, discípulas, Manaus.
Padre Manoel, PR
Magali Nascimento Cunha, metodista
Stela Maris da Silva
Ir. Neusa Luiz, Abelardo Luz- SC
Lucia Ribeiro, socióloga
Marcelo Timotheo da Costa, historiador
Maria Helena Silva Timotheo da Costa
Ianete Sampaio
Ney Paiva Chavez, professora educação visual, Rio de janeiro
Antonio Carlos Fester
Ana Lucia Alves, Brasília
Ivo Forotti, Cebs – Canoas – RS
Agnaldo da Silva Vieira – Pastor Batista. Igreja Batista da Esperança – Rio de Janeiro
Irmã Claudia Paixão, Rio de Janeiro
Marlene Ossami de Moura, antropóloga / Goiânia.
Ir. Maria Celina Correia Leite, Recife
Pedro Henriques de Moraes Melo – UFC/ACEG
Fernanda Seibel, Caxias do Sul.
Benedito Cunha, pesquisador popular, membro do Centro Mandacaru – Fortaleza
Pe. Lino Allegri – Pastoral do Povo da Rua de Fortaleza, CE.
Juciano de Sousa Lacerda, Prof. Doutor de Comunicação Social da UFRN
Pasqualino Toscan – Guaraciaba SC
Francisco das Chagas de Morais, Natal – RN.
Elida Araújo
Maria do Socorro Furtado Veloso – Natal, RN
Maria Letícia Ligneul Cotrim, educadora
Maria das Graças Pinto Coelho/ professora universitária/UFRN
Ismael de Souza Maciel membro do CEBI – Centro de Estudos Bíbicos Recife
Xavier Uytdenbroek, prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
Maria Mércia do Egito Souza, agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS
Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
Targelia de Souza Albuquerque
Maria Lúcia F de Barbosa, Professora UFPE
Débora Costa-Maciel, Profª. UPE
Maria Theresia Seewer
Ida Vicenzia Dias Maciel
Marcelo Tibaes
Sergio Bernardoni, diretor da CARAVIDEO- Goiânia – Goiás
Claudio de Oliveira Ribeiro. Pastor da Igreja Metodista em Santo André, SP.
Pe. Paulo Sérgio Vaillant – Presbítero da Arquidiocese de Vitória – ES
Roberto Fernandes de Souza. RG 08539697-6 IFP RJ – Secretario do CEBI RJ
Sílvia Pompéia.
Pe. Maro Passerini – coordenador Past. Carcerária – CE
Dora Seibel – Pedagoga, caxias do sul.
Mosara Barbosa de Melo
Maria de Fátima Pimentel Lins
Prof. Renato Thiel, UCB-DF
Alexandre Brasil Fonseca , Sociólogo, prof. da UFRJ, Ig. Presbiteriana e coordenador da Rede FALE)
Daniela Sanches Frozi, (Nutricionista, profa. da UERJ,
Ig. Presbiteriana, conselheira do CONSEA Nacional e vice-presidente da ABUB)
Marcelo Ayres Camurça – Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião – Universidade Federal de Juiz de Fora
Revd. Cônego Francisco de Assis da Silva,Secretário Geral da IEAB e membro da Coordenação do Fórum Ecumênico Brasil
Irene Maria G.F. da Silva Telles
Manfredo Araújo de Oliveira
Agnaldo da Silva Vieira – Pedagogo e Pastor Auxiliar da Igreja Batista da Esperança-Centro do Rio de Janeiro
Pr. Marcos Dornel – Pastor Evangélico – Igreja Batista Nova Curuçá – SP
Adriano Carvalho.
Pe. Sérgio Campos, Fundação Redentorista de Comunicações Sociais – Paranaguá/Pr.
Eduardo Dutra Machado, pastor presbiteriano
Maria Gabriela Curubeto Godoy – médica psiquiatra – RS
Genoveva Prima de Freitas- Professora – Goiânia
M. Candida R. Diaz Bordenave
Ismael de Souza Maciel membro do CEBI – Centro de Estudos Bíbicos Recife
Xavier Uytdenbroek prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS
Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
Targelia de Souza Albuquerque
Maria Lúcia F de Barbosa (Professora – UFPE)
Paulo Teixeira, parlamentar, São Paulo.
Alessandro Molon, parlamentar, Rio de janeiro.
Adjair Alves (Professor – UPE)
Luziano Pereira Mendes de Lima – UNEAL
Cláudia Maria Afonso de Castro-psicóloga- trabalhadora da Saúde-SMS
Suzano-SP
Fátima Tavares, Coordenadora do Programa de Pos-Graduação em Antropologia FFCH/UFBA
Carlos Cardoso, Professor Associado do Departamento de Antropologia e Etnologia da UFBA.
Isabel Tooda
Joanildo Burity (Anglicano, cientista político, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco,
Paulo Fernando Carneiro de Andrade, Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Professor de Teologia PUC- Rio
Aristóteles Rodrigues – Psicólogo, Mestre em Ciência da Religião
Zwinglio Mota Dias – Professor Associado III – Universidade Federal de Juiz de Fora
Antonio Francisco Braga dos Santos- IFCE
Paulo Couto Teixeira, Mestrando em Teologia na EST/IECLB
Rev. Luis Omar Dominguez Espinoza
Anivaldo Padilha – Metodista, KOINONIA, líder ecumênico
Nercina Gonçalves
Hélio Rios, pastor presbiteriano
João José Silva Bordalo Coelho, Professor- RJ
Lucilia Ramalho. Rio de janeiro.
Maria Tereza Sartorio, educadora, ES
Maria José Sartorio, saúde, ES
Nilda Lucia Sartorio, secretaria de ação social, Espírito santo
Ângela Maria Fernandes -Curitiba 159. Lúcia Adélia Fernandes
Jeanne Nascimento – Advogada em São Paulo/SP
Frei José Alamiro, franciscano, São Paulo, SP
Otávio Velho, antropólogo
Iraci Poleti,educadora
Antonio Canuto
Maria Luisa de Carvalho Armando
Susana Albornoz
Maria Helena Arrochellas
Francisco Guimarães
Eleny Guimarães

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A triste política em terras potiguares.

Bem minha gente, mais um pleito se aproxima e novamente estamos vendo a repetição de um vício lastimável: a PROLIFERAÇÃO de uma horda de usurpadores do poder de nosso estado.

Disse proliferação por ser o termo mais adequado quando tratamos dessa doença social chamada oligarquia.

Até quando nós permitiremos que quem está no poder há mais de 60, 70 anos, continue sugando do nosso rico estado tudo aquilo que ele tem de melhor, deixando ao povo apenas as migalhas e a humilhação de ter que pedir, apenas em época de campanha, favores e benesses individuais?

Tá na hora de acordar, minha gente, tá na hora de dizer, nas urnas, que o povo, principalmente o mais pobre, também tem vez.

Sei que esse texto provavelmente só será lido por pessoas mais esclarecidas, que têm acesso à internet, e que por isso provavelmente têm condições de fazer uma escolha melhor do que o homem sofrido da favela, ou daquele que vive no campo, isolado de informação de qualidade.

Porém, nós podemos fazer nossa parte, vamos tentar falar com quem nós pudermos para mudar o rumo para as eleições estaduais. Ou vocês pensam que algum ROSADO, MAIA ou ALVES está nessa campanha para ajudar alguém?

Minha gente, política, especificamente aqui no RN, é profissão, é negócio, é investimento. E NENHUM, repito, nenhum empresário investe em algo para não ter retorno.

Estima-se que determinada candidatura ao Governo do Estado está investindo, junto com seus "colaboradores" mais de 30 milhões de reais!! Agora me respondam, alguém acha que esse candidato vai perder essa fortuna toda em prol do povo do RN? Alguém acha que os empresários que colaboraram com essa campanha não EXIGIRÃO favores pessoais, como fraudes em licitações e concessões? Isso em prejuízo dos cofres públicos, ou seja em prejuízo à toda população.

Minha gente, política não é um NEGÓCIO!

É triste ouvir um candidato como Fábio Farias, que está entre os mais bem colocados nas pesquisas, dizer que é renovação, se ele mesmo era do time dos que fizeram a farra com as passagens aéreas.

José Agripino então, o homem que mais utiliza uma concessão pública em seu benefício pessoal (a tv Tropical), que viveu lado a lado com os generais da ditadura! Esse ainda consegue eleger o filho. Minha gente vamos acordar.

Rosalba então, nem se fala, aqui em Mossoró foi quem mais empregou todos que eram de sua família, a cidade inteira sabe disso, ela praticamente inventou o super-nepotismo e depois que ela ganhar, acho que sairá uma carreata de babões daqui de Mossoró, rumo ao Palácio das Laranjeiras.

É um apelo, meu povo, vamos abrir nossos olhos e tentar votar melhor, se vc vota para seu próprio benefício, vc está dando um tiro no seu pé, pq quem mais cresce com a corrupção não é a conta bancária dos políticos, e sim a violência, a poluição, dentre outros indicadores da miséria humana.

Por favor, passem esse apelo adiante...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A TV Tropical e a promoção exagerada da imagem de José Agripino.

As emissoras de televisão, têm o dever constitucional de transmitir em suas programações conteúdos de valor artístico, cultural e educacional.

Como se não bastasse o desrespeito à Carta Magna promovido por praticamente todas as emissoras, pudemos vislumbrar desde sempre o apoio implícito dessas empresas de comunicação a determinados grupos políticos, a exemplo da Rede Globo que recentemente quis enfiar no inconsciente da população brasileira um jingle altamente tendencioso ao presidenciável José Serra.

Pois bem, no nosso estado também as emissoras tendem implicitamente, discretemente, a alguns grupos políticos. Obviamente nós potiguares não estaríamos livres dessa famigerada prática tupiniquim. Entretanto ressalto a atuação de uma emissora que chama a atenção pelo escancaramento de suas transmissões: a tv Tropical, afiliada à Rede Record de Televisão.

Alguém já parou para analisar que diariamente o Jornalismo dessa emissora veicula várias (inúmeras mesmo!) "bajulações" ao Senador José Agripino?

Galera até música de fundo eles colocam para enaltecer os discursos do Senador no Plenário do Senado Federal, é ridículo. Outro dia até efeitos especiais eles colocaram enquanto o Senador arrotava suas eloquentíssimas, porém vazias, lições de moral à lá Zíbia Gasparetto.

Se alguém lança um livro e a tv Tropical divulga, não se preocupem, José Agripino lá estará no lançamento da obra, dando seu apoio à cultura, mesmo se o livro tiver sido escrito por alguma senhora rica, fútil, ociosa e que nunca se preocupou com a literatura.

Se houver um batizado do filho de alguém importante, lá está o Agripino falando com sua eloquencia de livro de auto-ajuda sobre a importância da fé.

Ou seja, é possível que os telespectadores da record local tenham uma overdose da imagem do Senador.

Agora cabe uma pergunta à tão moralista parlamentar:

Agripino, é justo utilizar a uma concessão estatal, que deveria prementemente observar regras de interesse público, para a promoção pessoal? Não seria bom também que o senhor mandasse que os seus repórteres falassem bem de conquistas dos seus adversários políticos? #ficadica

domingo, 21 de março de 2010

Bicicletas movidas a energia solar + propulsão humana: uma grande idéia.

A cidade de Tóquio inaugurou a pouco tempo um dos primeiros estacionamentos de bicicletas elétricas movidas a energia solar + um pouco de propulsão humana.

Funciona assim, o cidadão deixa sua bicicleta elétrica no estacionamento carregando por cerca de 3 horas. Quando ele vai andar liga a bike e ela dá um pequeno empurrãozinho na pedalada, o que faz com que a pessoa não canse nem fique suada, já que o esforço é mínimo.
Isso vem motivando os executivos engravatados e às madames japonesas à aderir a nova moda, que além de ser ambientalmente correta, é digamos chique para os japas.

Apesar de ser um dos países que mais produzem automóveis, o Japão sabe que ter um trânsito engarrafado não ajuda em nada, ao contrário só traz mais estresse à vida das pessoas. Estresse esse que emperra toda a cadeia de produção capitalista.

Fico imaginando se essa iniciativa fosse tomada em Mossoró. Menos carros nas ruas, menos poluição, menos estresse e uma temperatura urbana mais amena (esse último benefício é com certeza o melhor de todos).

Mas será que nossa pseudo-burguesia iria se dar ao trabalho de andar de bike, coisa de pobre aqui em Mossoró? Não, acho que não. Muito menos nossa classe média.

O que eu sei é que eu com certeza compraria essa bike e iria com orgulho ao meu trabalho todos os dias. E garanto que uma galerinha mais esclarecida da nossa terrinha tbm faria o mesmo.

Vamos divulgar essa boa idéia, pessoal!

Abraços

segunda-feira, 15 de março de 2010

Os presídios federais e a política do RN

Tenho ouvido recentemente vozes se levantando contra a propaganda oficial do Governo de Todos, dizendo que este deveria ter mostrado entre as contribuições que trouxe para o RN a construção do Presídio Federal em Mossoró.

Falam isso por entender que provavelmente a construção do presídio foi um mal que poderia ter sido evitado pela Gov. Wilma de Faria.

Acerca desse fato, temos que entender os seguintes aspectos:

1- A instituição de presídios federais é competência da União, provavelmente em breve TODOS os estados terão um Presídio Federal. A governadora não tem poder para impedir a construção de nenhum presídio da União, galera. O governo federal está cumprindo a lei de Execuções Penais, temos mais é que aplaudir, diz a lei:

Art. 82 § 1o A União Federal poderá construir estabelecimento penal em local distante da condenação para recolher os condenados, quando a medida se justifique no interesse da segurança pública ou do próprio condenado.

2- Em uma conversa com o Diretor do Presídio ele me relatou que o Governo Federal pretende construir um presídio federal em cada estado da federação, não poderia o RN, por não querer receber bandidos perigosos, recusar os apenados mais perigosos. Quer dizer que os outros estados podem receber nossos delinquentes, mas nós não podemos receber os criminosos do resto do país? Faça-me o favor!

3- Mossoró é uma cidade ideal para receber um presídio assim, pois ele, de acodo com a lei de Execuções penais, não pode ficar muito distante dos centros urbanos, mas também é bom que se evite instituí-los em cidades muito populosas como Natal, por exemplo.

4- Quanto à polêmica da geração de empregos, digo que é uma pena que pensem que uma penitenciária não gera riquezas para a cidade que a sedia. Para se ter uma idéia, um agente penitenciário federal ganha por volta de 5 mil reais. Só em mossoró serão 250, mais os demais servidores, que somam um total de mais 20, ganhando cada um de 2 a 3 mil. Pena que eu não passei no teste físico, seria mais 5 mil p gastar em Mossoró, rsrs.

5- Existe um mito de que somente presos riquíssimos e poderosos estarão vindo p Mossoró. Gente isso é piada! Os presos veem por 3 motivos basicamente:
*Estão sendo perseguidos dentro de seus presídios de origem
*Estão causando tumulto nas penitenciárias estaduais.
*São muito influentes e atrapalham a administração penitenciária estadual, por deixarem todos com medo de uma possível fuga.

E acreditem, os presos mais ricos e influentes representam uma porcentagem inexpressiva na população carcerária, quem me disse isso foi a psicóloga do Presídio Federal de Mossoró. Ou seja, a maioria que vem ou tá sofrendo ameaças, ou tá tumultundo as penitenciárias estaduais.

Quero finalizar dizendo que não culpem a Governadora Wilma pela localização do presídio, se não fosse Mossoró seria outra cidade. O fato de ela não apresentar a construção do presídio federal como propaganda governamental se deve ao fato de que o RN simplesmente não teve participação na construção dele, é Federal galera, o nome já diz tudo.

Não temam os bandidos que para cá estão vindo, a maioria é extremamente pobre e não irá trazer o esquema do tráfico (o RJ e SP são mercados muito mais promissores que o nosso) muito menos a família para aqui morar (pois isso custa muita grana, o que a maioria não tem).

Pessoal, daquele presídio não escapa nem a alma de quem tentar fugir.

Duvidam?

Tentem fazer uma visitinha lá, se vocês conseguirem verão que o esquema de segurança deles é muito eficiente, em 4 anos de existência, não houve sequer um caso de fuga em todos os presídios já construidos e em funcionamento.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Concurso Público no Congresso Nacional

...auxílio academia de ginástica, hotel auxílio, auxílio passagem aérea, auxílio correios, auxílio combustível, auxílio carros, celulares auxílio, auxílio viagens, auxílio Turismo, Auxílio lipoaspiração e pasmem: até auxílio cueca! (foi uma parte que eu mais gostei).


Subject: Concurso público.... ( a 10 e a 14 são as melhores...)

Lamento-me afastar de vocês, mas estou indo embora!

Oportunidade como essa eu não posso desperdiçar. Preciso priorizar minha estabilidade financeira, para o meu próprio bem e em prol do bem-estar da minha família. Assim, estou escrevendo para me despedir, pois em breve estarei de mudança para Brasília.

A razão da mudança é que passei em um Concurso Público para a Diretoria do Senado, onde vou assumir o cargo de "Diretor de fax com ênfase em E-mail".
Não vou revelar o vultoso salário Receber em que vou, mas posso adiantar que é infinitamente maior do que o de vocês (rsrsrsrsrsrs), sem falar nos Benefícios, como plano de saúde, plano odontológico, plano psicológico, horas extras e mais extras, 13 º, 14 º, 15 º, 16 º, 17 º e 18 º salários, auxílio moradia, auxílio alimentação, auxílio vestimenta, auxílio academia de ginástica, hotel auxílio, auxílio passagem aérea, auxílio correios, auxílio combustível, auxílio carros, celulares auxílio, auxílio viagens, auxílio Turismo, Auxílio lipoaspiração e pasmem: até auxílio cueca! (foi uma parte que eu mais gostei).

Como eu sou uma pessoa muito bacana e gosto muito dos meus amigos, vou dar uma dica: caso tenham interesse em concorrer no concurso próximo, estou encaminhando uma prova que fiz, para que vocês POSSAM estudar e ir se preparando. Assim que houver um novo concurso, eu os avisarei.

Segue uma prova:


CONCURSO PÚBLICO INTERNO DO SENADO


As questões foram elaboradas a pedido do Exmo. Sr. José Sarney, Presidente do Senado, para provar que não existe essa história de nepotismo e favorecimento pessoal, e que é preciso estudar muito para ter seu cargo garantido após passar pelo funil de um concurso e um consistente processo seletivo muito rígido.


VAMOS AS 20 QUESTÕES:

1) Um ex-presidente brasileiro, na época da ditadura cruel, foi Castelo _________

() Roxo
() Preto
() Branco
() Rosa choque
() Amarelo

2) Um grande líder chinês muito conhecido chamava-se Mao-Tsé ________

() Tang
() Teng
() Ting
() Tong
() Tung

3) A principal avenida de Belo Horizonte chama-se
Afonso __________

() Pelo
() Pentelho
() Penugem
() Pena
() Cabelo

4) O maior rio do Brasil chama-se Ama_______

() Boates
() Zonas
() Cabarés
() Bordéis
() Puteiros

5) Quem descobriu o caminho marítimo para as Índias foi ____________________

() Corinthians
() Palmeiras
() Flamengo
() Atlético Paranaense
() Vasco da Gama

6) A América foi descoberta por Cristóvão Co_____

() Maminha
() Picanha
() Alcatra
() Lombo
() Carne-de-sol

7) O Grande Bandeirante foi Borba _______

() Lebre
() Zebra
() Gato
() Veado
() Vaca

8) Quem escreveu ao Rei de Portugal sobre o descobrimento do Brasil foi Pero Vaz de _________

() Anda
() Pará
() Corre
() Rasteja
() Caminha

9) Um famoso ministro de Portugal foi o Marquês de ____

() Galinheiro
() Puteiro
() Curral
() Pombal
() Chiqueiro

10) O presidente e nosso maior líder da história desse país é Luís Inácio da Silva _____.

() Camarão
() Polvo
() Ostra
() Lula
() Caranguejo

11) A capital do Estado do Rio Grande do Norte é _______

() Carnaval
() Páscoa
() Dia das Mães
() Natal
() Sexta-feira Santa

12) A cidade que vai sediar as Olimpíadas de 2016 é o Rio de _____________

() Janeiro
() Fevereiro
() Agosto
() Setembro
() Outubro

13) A praia mais famosa do Rio é Copa________

() Barraca
() Quiosque
() Cabana
() Oca
() Tenda


14) D. Pedro I popularizou-se quando ______________

() Eliminou a Concorrência
() Decretou sua falência
() Saturou a paciência
() Proclamou a Independência
() Liberou uma flatulência

15) Pedro Álvares Cabral _____________

() Inventou o fuzil
() Engoliu o cantil
() Descobriu o Brasil
() Foi pra puta que pariu
() Tropeçou, mas não caiu

16) Foi no dia 13 de maio que a Princesa Isabel ________

() Aumentou um Tanajura
() Botou água na Fervura
() Engoliu a dentadura
() Segurou a coisa dura
() Aboliu um Escravatura

17) Um grande ator brasileiro é Francisco Cu______

() Sujo
() De ferro
() Oco
() Largo
() Apertado

18) o Autor de Menino do Engenho foi José Lins do _____

() Fiofó
() Cu
() Rego
() Furico
() Forevis

19) O mártir da Independência foi Tira___________

() Gosto
() Cabaço
() Que está doendo
() Dentes
() E põe de novo

20) margens D. Pedro I como do Rio Ipiranga, gritou: _____

() Hortência volte!
() Eu dou por esporte!
() Como dói, prefiro uma morte!
() Independência ou morte!
() Maria, endureceu! Que sorte!


OBS: SEI QUE É DIFICIL, MAS ESTUDEM!!

fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/03/467086.shtml

sábado, 6 de março de 2010

Edith Piaf

Acabei de assistir ao filme "Piaf - Um hino ao amor", belíssimo filme. Só conhecia as músicas dela de ouvido mesmo, nunca associei a imagem de nenhuma cantora àquelas canções melodramáticas que ouvia em vários filmes, principalmente nos dramas hollywoodianos.

A atuação de Marion Cotillard está impecável. Ainda não tinha visto uma atriz jovem como ela (apesar dos 35 anos ela parece ter 24) interpretar uma senhora em estado avançado de doença de forma tão convincente.

Fica aí a dica de filme. Bom final de semana.

Ah, só p não perder o costume de criticar. Piaf sim era uma artista, buscava inspiração no fundo da sua alma para cantar. Se ela estivesse viva, provavelmente teria muito desgosto em ver que as cantoras estão se transformando em um modelo de "prostituição" do showbusiness.

Agora sim, até mais.

Foi o Estado que faliu, ou foi a sociedade que sucumbiu?

Hoje pela manhã assisti a uma reportagem interessante no Fala Brasil, telejornal matutino da TV Record.

Ela falava de uma nova modalidade de seguro de vida, o seguro de vida e integridade física por danos causados pelas “balas-perdidas”. Disse o repórter que essa modalidade de seguro está sendo muito bem recebida pelos moradores do Rio de Janeiro, principalmente os que vivem nas favelas mais perigosas, temerosos por suas vidas e pelas de seus familiares. Essa receptividade se deve também ao valor módico das mensalidades que vão de R$3,50 a R$20,00 (não tenho certeza sobre o último valor).

O âncora do jornal em questão, afirmou que quando a sociedade necessita apelar para ações como essas é por que o Estado há muito deixou de cumprir o seu papel, em outras palavras:

O ESTADO FALIU!!

Não é de hoje que ouço essa expressão, na verdade, creio que se eu fosse imortal e tivesse uns 15mil anos de idade, provavelmente poderia dizer ao leitor que a humanidade nunca teve um Estado “não-falido”. Graves problemas sociais sempre aconteceram, desde a Suméria e os abusos dos reis.

A falência, caros leitores, é do nosso modelo de sociedade, do nosso modelo de produção e também de nosso modelo de Estado. Sempre poucos governaram para a minoria. Sempre! No Egito Antigo não era diferente, na França do século XVIII também a mesma coisa acontecia e hoje acontece o mesmo.

Não podemos fechar os olhos ao fato de que atribuir a culpa ao Estado jamais solucionará os nossos conflitos.

Enquanto vivermos numa sociedade que parabeniza o estresse e promove a adoração ao trinômio beleza exterior-poder-riqueza tudo continuará a ser exatamente como é hoje. Até mudarmos o nosso quadro social tão estratificado a fome, a miséria, a violência e a ignorância não nos darão uma trégua, nem nos deixarão viver como merecemos. E com certeza aparecerão outros “seguros” que afrontarão o senso de normalidade de qualquer cidadão.